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Especial: O autor Sílvio Lancellotti fala sobre a adaptação de Honra ou Vendetta para a telinha e do

strong>Por Amanda Jacomelli

Leitura Corporativa:
Como surgiu a oportunidade/ convite para transformar a sua obra em uma novela?

Sílvio Lancellotti: O Lauro César Muniz leu o livro quando “Honra ou Vendetta” ainda engatinhava, no começo da década de 90, no século passado. Gostou e me estimulou a continuar. Quando ainda estava na Globo, tentou transformar o livro em uma minissérie. Não deu certo. Então, ao se transferir à Record, sugeriu a adaptação à emissora – que topou, no princípio de 2009.


LC: Seu livro Honra ou Vendetta está esgotado em praticamente todas as livrarias, inclusive na editora, e também é um sucesso na versão livro de bolso. Além do conteúdo, claro, a novela, certamente, impulsionou as vendas. Como o senhor avalia essa repercussão da novela na procura pelo seu livro?

SL: É sempre adorável saber que um trabalho, qualquer que seja, recebe uma ótima resposta. Apenas não tenho a certeza de que o livro tenha esgotado as suas edições. Claro, desejo que venda mais, e muito mais...


LC: O senhor acompanha, de alguma forma, a adaptação da sua obra ou o autor Lauro César Muniz tem liberdade total de criação? O senhor tem liberdade para opinar?

SL: Vejo a novela, sempre que posso, quase todos os dias. Acertei com o Lauro, e com a Record, a total liberdade de adaptação. Mas, claro, quando me convidam a palpitar, ofereço as minhas sugestões.

LC: A novela não é fiel ao livro. Isso o incomoda ou, na sua opinião, as alterações são necessárias e têm contribuído para dar maior movimento à trama?

SL: “Honra ou Vendetta” não possui trama e personagens suficientes para uma novela tão longa. Estou seguro de que, numa minissérie, a fidelidade seria praticamente integral. Obviamente, há situações que me entristecem, de um ponto de vista afetivo, como a morte da Mamma Freda, personagem crucial no meu segundo livro sobre o tema, “Tony Castellamare Jamais Perdoa”. De todo modo, aceito. Uma novela exige modificações constantes na sua trama. Acredito que, no fim das contas, a temática básica será preservada.


LC: Há planos para adaptar Honra ou Vendetta e sua continuação, Tony Castellamare Jamais Perdoa, para o cinema? Em caso positivo, o que falta para que isso se torne realidade?

SL: Seria espetacular. Ofereci a possibilidade ao Walter Salles. Falta que algum diretor, ou algum produtor, se interesse. Estou seguro de que “Honra ou Vendetta” dispõe de um roteiro perfeitamente cinematográfico...


LC: O senhor acredita que partes de seu novo livro “Tony Castellamare Jamais Perdoa”, a continuação da saga de Tony Castellamare, possam ser inseridas na novela, em sua reta final?

SL: Não serão. Isso seria objeto de um novo contrato de cessão de direitos.


Leitura Corporativa: Na novela, o autor colocou uma terceira pessoa entre o casal protagonista, personagem que não existe no seu livro. O que o senhor achou?

SL: Achei excelente a introdução da Fernanda Lira na história. Apenas fantasio que o Tony fique com a Lígia Brandão (Lídia Brandini, no livro). Afinal, na sequência do livro, o Tony e a Lídia estão casados, e têm um casal de gêmeos...


Leitura Corporativa: E como autor, qual o seu palpite?

SL: Repito, ansiosamente, com a Lígia/Lídia...



Para Saber Mais:

Título: Honra ou Vendetta
Autor: Sílvio Lancellotti
Editora: L&PM
Ano: 2001
Edição: 1ª
Formato: 23x16 cm
No de páginas: 539
Preço: R$ 69,00 

 

 
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